Sem Título #011

Sabe se sentindo um lixo? Prazer, essa sou eu!
Vontade imensa de colocar uma mochila nas costas e um bilhete na porta da geladeira dizendo que talvez eu volte.
Vontade na verdade de fugir das pessoas, dos problemas, dessa vida que eu não gostaria que fosse minha. O que é um pouco contraditório porque eu estou exatamente onde eu sempre quis estar, onde eu lutei para chegar e consegui, e agora eu descobri que talvez não seja isso que eu quero, tarde demais.
A parte mais difícil de tudo nessa vida e saber o que realmente nos faz feliz, porque isso dói, dói muito porque antes de saber o que nos agrada temos que experimentar de tudo, até mesmo as coisas ruins, que só descobrimos que são ruins depois de sentir o gosto amargo, que às vezes custa ate sair da boca. Isso nos deixa com uma cara feia, de constante tristeza. E só sai completamente quando experimentamos algo doce.
Algumas pessoas são julgadas por nunca dar um sorriso, ou dizer uma palavra de conforto com certa doçura, mas o que acontece na verdade, é que o gosto amargo de uma situação permaneceu na vida dela e ela parou de buscar por algo doce, talvez pelo medo de tentar e novamente encontrar algo tão amargo quanto o gosto que já está em sua boca. Isso sim dói.
Esse é um problema meu, eu tenho medo de tentar outra coisa que me tire o gosto ruim e me deixe com os lábios doces novamente. Eu sou medrosa e todas as vezes que segui adiante foi com medo e dizendo que eu não conseguiria, mas sempre seguindo, e quando eu vejo, pronto, já cheguei. Perdi a parte que mais me seria útil nisso tudo, o percurso, enquanto eu poderia estar analisando as pedras do caminho e conhecendo-as pra da próxima vez que fizer aquele caminho elas serem menos duras, eu fiquei lamentando e dizendo que não conseguiria. E só no final de tudo eu me lembro de uma coisa que li por ai, que o mais importante em uma grande viagem não é o destino, é o caminho que temos que percorrer até chegar.

Sem Título #010

"-Uau! Se eu fosse hetero eu daria em cima de você!"
[Sorriso meio sem graça]
0

Sem Título #009

" -Ah, seu cabelo não é mais lindo desse mundo, mas ó...é bonitinho sim"

Plaft! Tapa na cara, essa doeu... mas eu supero, sim, eu supero!!!

0

O Social só se explica pelo Social

 
Enquanto os demais estudos procuravam explicações para as atrocidades sociais em outros ramos que não tinha ligação nenhuma com o social, como, por exemplo, os sociólogos italianos da escola de Pareto que pretendiam explicar o suicídio a partir das variações de temperatura, comparando as taxas de suicídio no Norte e no Sul da Itália, Durkheim só admitia “comparar e explicar um fato social por um outro fato social[1]. Neste caso, o suicídio só pode ser explicado em função das influências da sociedade sobre os indivíduos.
Utilizando um termo próprio, Durkheim considera o fato social como “coisa” e define esta coisa como qualquer modo de ação que seja capaz de exercer um constrangimento externo sobre os indivíduos.
A ‘coisa social’ explicíta a separação da ciência natural da ciência social. A ação humana e a natureza passam a serem estudadas separadamente para explicar cada uma suas próprias adversidades.
A ordem social não faz parte da natureza, portanto não pode ser derivada das ‘leis da natureza’, pois esta ordem existe como produto da atividade humana. Embora nenhuma ordem existente pode ser derivada de dados biológicos, a necessidade da ordem social enquanto tal provém do equipamento biológico do homem. Embora os produtos sociais tenham seu caráter das atitudes humanas, a exteriorização enquanto tal é uma necessidade, “a inerente instabilidade do organismo humano obriga o homem a fornecer a si mesmo um ambiente estável para sua conduta[2].
O fato natural só esteve presente no início, e ainda assim, incompleto, como causa de uma ordem social, e depois se retirou, deixando lugar para a ordem social pura como causa de si própria.
O social e o natural são coisas distintas e incomunicáveis, seus objetos de estudo são da mesma essência, no entanto, são intercambiáveis, só podendo-se explicá-las dentro de suas próprias e determinadas ordens.
Estudar cada caso de suicídio separadamente é um caso que não convém à sociologia, no entanto, estudar a soma de suicídios cometidos em determinado espaço de tempo por determinada sociedade constituiu no principal material de estudo e no encontro de uma explicação social da ”coisa”.
No caso do estudo do suicídio, a partir do Positivismo, em primeiro lugar, deve-se estudar a variação da ocorrência do suicídio no tempo e espaço; Em seguida, comparar os casos de suicídio encontrados em diferentes momentos da sociedade e em sociedades diferentes; E por fim, baseando-se nos dados obtidos, procurar uma explicação social para a ‘coisa’, no caso, o suicídio.
Primeiramente, Durkheim compara as taxas de mortalidade-suicídio com a taxa de mortalidade geral e depois essas taxas em outras sociedades e conclui que os suicídios são “num grau bem mais alto que as taxas de mortalidade pessoais a cada grupo social do qual elas podem ser vistas como um índice característico[3].
Conclui-se, então, que as taxas de suicídio constituem, portanto, numa ordem de fatos único e determinado, é o que mostra, ao mesmo tempo, sua permanência e sua variabilidade. “Já que esta permanência seria inexplicável se ela não se devesse a um conjunto de caracteres distintos, que apesar da diversidade das circunstâncias ambientes se afirmam simultaneamente; e esta variabilidade testemunha a natureza individual e concreta destes mesmos caracteres, uma vez que variam como a própria individualidade social[4].




[1] Durkheim, 1986.
[2] Durkheim, 1986

[3]Três fórmulas de compreender “O Suicídio” de Durkheim, Ricardo Rodrigues Teixeira.
[4] Berger e Luckman, 1974.

(Texto dedicado aos meus queridos portugueses que são 90% dos acessos desse blog).

0

Sem Título #008


Mania de me machucar.
Eu sei que o que tem pra me dizer vai me doer até a alma, mas me conte. Odeio não saber.
Me machuque por favor, cuspa a verdade na minha cara, me faça sentir aquele aperto que você também conhece, mas não me deixe pensar que não sei. Nunca!
Me deixe sem chão, sem ar, sem tudo, sem nada, mas deixe a verdade em minhas mãos.
Prefiro ficar sem nada do que ficar sem a verdade, quero-a crua, acabando com o que resta da minha sanidade.






0

O Meio Natural não Influencia o Meio Social


O Positivismo, como se sabe, foi criado por Auguste Comte após a morte de Clotilde Vaux, sua amada, em 1846. Clotilde foi canonizada e se constituiu objeto de culto dessa religião. Enquanto as outras religiões cultuam um Deus imaterial e onipotente, o Positivismo tem como seu único Deus, a sociedade.
Comte acreditava que “a sociedade era uma totalidade orgânica passível de ser conhecida[1] e, ao mesmo tempo, acreditava que a história dessa sociedade como a realização de formas concebidas como estágios necessários de um progresso, cuja teoria estaria formada a partir de uma ‘física social dinâmica’. Esta ‘fé-fundante’, ou seja, a concepção religiosa a respeito da sociedade refletiu posteriormente em um dos mais importantes filósofos: Emile Durkheim.
Na concepção de Durkheim, a sociedade é “uma realidade distinta das instituições e dos indivíduos, que não podem existir sem ela[2]. É a forma da coletividade que determina as ações individuais, as quais possuem uma autêntica consciência coletiva.
É importante ressaltar que Durkheim fez parte de uma família de rabinos. Apesar de ter se interessado pelo estudo das religiões e produzido um coerente trabalho sobre o assunto, nunca se envolveu com o Positivismo de forma direta e seu estudo é fundado unicamente à partir da sociedade.
Apesar de Comte ter instituído o Positivismo, foi Durkheim quem aplicou a ciência positivista ao estudo dos fenômenos sociais.





[1] Três fórmulas de compreender “O Suicídio” de Durkheim, Ricardo Rodrigues Teixeira.
[2] Emile Durkheim – Le Suicide

Leia mais aqui

Sobre o Suicídio

Ano passado eu concluí o Ensino Médio, e isso não é lá grande coisa, eu sei.
Uma coisa que ainda me resta  é a minha monografia. Pasmem, pra poder conseguir uma prova concreta numa simples folha de ofício de que você se matou de tanto estudar você precisa apresentar essa maldita monografia.

O tema era livre, no entanto, para ser aprovado, deveria ter uma relevância social. O tema que eu escolhi deixou todo mundo meio preocupado, até fiquei sabendo um tempo depois que uma professora fez um certo ‘apelo’ pra turma parar de me excluir tanto e se enturmar comigo, não sei nem como não estranhei fazer tantos amigos assim, do nada, mas enfim.

Na época eu fazia terapia com uma psicóloga e tudo mais, por causa de uma suposta depressão. Qual era meu tema? Suicídio. E aqui vai alguns textos extraído do meu pequeno trabalhinho:


O Suicídio 

O termo suicídio foi utilizado pela primeira vez por Desfontaines, em 1737, sua origem vem da junção das palavras latinas sui= si mesmo e caederes= ação de matar, logo, o suicídio especifíca a morte voluntária podendo ser realizada de duas formas:

Ato: com tiro, envenenamento, enforcamento etc.

Omissão: recusa-se à alimentação, por exemplo.

Para a civilização Romana, a morte não tinha nenhum significado importante, o que realmente importava era morre no momento certo, com dignidade.

Para os primeiros cristãos, a morte equivalia à liberdade, pois a doutrina pregava que a vida era um ‘vale de lágrimas’, logo a morte surgia como um atalho para o paraíso.

O ato é considerado pecado em muitas religiões que utilizam o mandamento “Não matarás” (Êxodo 20.13) como justificativa, o que nos proíbe de tirar a própria vida.

Nos Concílios de Orleans Braga e Toledo, durante os séculos V e VI, as honras fúnebres aos suicidas foram proibidas, e o caso daqueles que não obtiveram sucesso na tentativa deveriam ser excomungados. Assim o suicídio passou a ser considerado um crime que poderia implicar na condenação dos que fracassavam e os familiares destes eram completamente banalizados e discriminados pela sociedade.

Durante o período Renascentista, os suicidas foram de certa forma respeitados, graças ao Romantismo dessa época que fazia com que o suicídio fosse algo ‘aceitável’ de certa forma.

Culminante de uma perturbação psíquica, o suicídio é mais comum entre a puberdade e a adolescência e entre a maturidade e a velhice. Entre os jovens, o suicídio já é a terceira causa de morte, posterior apenas ao acidentes e homicídios.

As mulheres cometem três vezes mais tentativas do que os homens, no entanto, com métodos menos eficazes que estes.

Algumas situações como insucesso no matrimônio, ser solteiro, não ter filhos, não ser religioso, fracasso financeiro e isolamento social podem ser grandes indicadores de risco. 

A criação e a conduta familiar também causam transtornos no indivíduo, assim como chantagens emocionais, agressões, castigos exagerados, abandono afetivo, superproteção e imposição de uma auto-imagem irreal ao indivíduo são as principais causas dos suicídios entre jovens de 15 a 24 anos. A junção destes e outros fatores resultam numa personalidade desorganizada, que durante este período ainda está em processo de formação. O indivíduo sente-se desmotivado e fecha-se em um mundo seu para fugir da pressão de sua realidade. Nesse período, encontram-se mais vulneráveis a ter depressão, no entanto, o auge das crises depressivas caracteriza-se pelo desinteresse e letargia do raciocínio. O indivíduo não se dispõe a nenhuma atividade, nem mesmo o ato de se matar, e a tendência é o suicídio por omissão, que pode ser evitado se descoberto a tempo. 

De uma maneira geral, o suicídio é um algo premeditado, cerca de 90% de quem e mata avisa antes.

(Por Pão Com Maionese)


2

Essa vida é minha?

Um dia ela acordou, olhou pro lado e se assustou.
Essa sou mesmo eu? Quem é esse aí do meu lado? Será que eu ainda estou dormindo?
Demorou um pouco pra cair a ficha.
Ela se lembrou que da última vez que parou pra pensar no que era, estava todo fodida e sozinha.
Não tinha ninguém e a única pessoa que via em seu final de semana era um vizinho ou outro no elevador quando ia levar o lixo pra fora. Conversar? Só com os gatos ou com a colega com a qual dividia o apartamento, isso quando ela estava.
Um momento feliz? Quando ela recebia uma mensagem lindinha em seu celular, cujo remetente era aquele que dormia ao seu lado agora, com os longos cabelos espalhados pelo travesseiro e em seu pescoço.
Aí ela entendeu tudo.
Difícil de acreditar, mas aquela era sim sua vida, linda como deveria ser.

2

Sem Título #007

Só uma coisinha...

Vai sempre existir alguém melhor do que a gente, sempre. E nesse caso não há exceções, afinal, ninguém é insubstituível.

Até!
0

Se Puder Sem Medo

“Deixa em cima desta mesa a foto que eu gostava
Pr'eu pensar que o teu sorriso envelheceu comigo
Deixa eu ter a tua mão mais uma vez na minha
Pra que eu fotografe assim meu verdadeiro abrigo
Deixa a luz do quarto acesa, a porta entreaberta,
O lençol amarrotado, mesmo que vazio,
Deixa a toalha na mesa e a comida pronta
Só na minha voz não mexa, eu mesmo silencio,
Deixa o coração falar o que eu calei um dia
Deixa a casa sem barulho achando que ainda é cedo
Deixa o nosso amor morrer sem graça e sem poesia
Deixa tudo como está e se puder, sem medo
Deixa tudo que lembrar, eu finjo que esqueço,
Deixa e quando não voltar eu finjo que não importa
Deixa eu ver se me recordo uma frase de efeito
Pra dizer te vendo ir, fechando atrás da porta,
Deixa o que não for urgente, que eu ainda preciso,
Deixa o meu olhar doente pousado na mesa
Deixa ali teu endereço, qualquer coisa, aviso,
Deixa o que fingiu levar, mas deixou de surpresa,
Deixa eu chorar como nunca fui capaz contigo
Deixa eu enfrentar a insônia como gente grande
Deixa ao menos uma vez eu fingir que consigo
Se o adeus demora, a dor no coração se expande,
Deixa o disco na vitrola pr'eu pensar que é festa
Deixa a gaveta trancada pr'eu não ver tua ausência
Deixa a minha insanidade, é tudo que me resta,
Deixa eu por à prova toda minha resistência
Deixa eu confessar meu medo do claro e do escuro
Deixa eu contar que era farsa minha voz tranqüila
Deixa pendurada a calça de brim desbotado
Que como esse nosso amor, ao menor vento oscila,
Deixa eu sonhar que você não tem nenhuma pressa.”
(Por Oswaldo Montenegro)

Ás vezes não te dá uma vontade de chorar?
2

Sem Título #006

O silêncio continuava.
O único som era o da tua respiração.
E o do seu choro incessável.
O ar cheirava a mofo...e a morte.
O corpo sob a maca continuava intacto.
E ela continuava esperando...
Esperando que algo acontecesse...
A sanidade havia lhe abandonado.
Ela estava perdida
Sua sanidade era a única coisa que possuía e agora estava sem ela
A única coisa que possuía naquele momento
Era aquele corpo frio
E uma lâmina que lhe abria caminhos sangrentos nos punhos
Ela não queria nada além dele
Ouvir-lhe
Sentir-lhe
A pessoa a lhe dar prazer
A sentir teu gosto, teu cheiro...
Cheiro de morte...
A 3 dias exposto
Havia o formol que costumava passar nas borboletas mortas que colecionava
Mas não foi o suficiente
O cheiro estava insuportável
Algo precisava ser feito...
E algo foi feito.....
Precisava pensar rápido
Tres dias já havia se passado
E ela continuava ali
Sem saber o que fazer.
Ouviu passos na escada
Não queriam ser descobertos
Não naquele momento
Algo ainda precisava ser feito...
Deito-se ao lado dele
Aquele que antes lhe aquecia
Agora estava frio,
E cheirava mal
Ouviu uma voz
Que chamava pelo teu nome
Não sabia de onde vinha...mas havia
Choros, gritos e vozes a rodeava
A lâmina correu-lhe o pescoço
As vozes cessaram
Assim como o choro compulsivo
A respiração desapareceu
Apenas o cheiro
Cheiro da morte...

Macacos

“Há bilhões de galáxias que se pode observar no universo. E em cada uma delas contém centenas de bilhões de estrelas. Em uma dessas galáxias, orbitando em uma dessas estrelas, existe um pequeno planeta azul. Este planeta é governado por um bando de macacos, mas esses macacos não pensam em si mesmos como macacos, eles nem se quer pensam em si mesmos como animais. De fato eles adoram fazer listas de coisas que eles acham serem diferentes dos animais: polegares opositores; autoconsciência... Eles usam palavras como Homo Erectus e Australopithecus.
Você diz "to-ma-ti" e eu digo "to-ma-te". Eles são animais, certo?
Eles são macacos.
Macacos com tecnologia de fibra ótica digital de alta velocidade, mas ainda são macacos. Quero dizer, eles são espertos, você tem que aceitar isso.
Construíram as pirâmides, os arranha-céus, os jatos, a Grande Muralha da China. Isto tudo são obras muito impressionantes...Para um bando de macacos!
Macacos cujos cérebros evoluíram para um tamanho ingovernável que agora é insustentável para eles ficarem felizes por muito tempo.
Na verdade eles são os únicos animais que acham que deveriam ser felizes. Todos os outros animais, simplesmente são! Mas não é tão simples para os macacos... Pois os macacos são amaldiçoados pela consciência!
E assim os macacos têm medo, os macacos se preocupam, os macacos se preocupam com todas as coisas, mas acima de tudo se preocupam com o que todos os outros macacos pensam, porque os macacos querem se enturmar desesperadamente com os outros macacos. O que é bem difícil, porque a maior parte dos macacos se odeia. Isso é o que realmente os distingue dos outros animais.
Esses macacos odeiam, eles odeiam os macacos que são diferentes, macacos de cores diferentes, macacos de lugares diferentes.
Sabe, os macacos se sentem sozinhos, todos os seis bilhões deles. Alguns dos macacos pagam outros macacos para ouvir seus problemas, os macacos querem respostas, os macacos sabem que vão morrer, então os macacos constroem os seus deuses e os idolatram, então os macacos começam a discutir quem fez o deus melhor. E os macacos ficam irritados e é quando geralmente os macacos decidem que é a hora certa de começar a matar uns aos outros, então os macacos fazem guerra, os macacos fazem bombas de hidrogênio, os macacos têm o planeta inteiro pronto pra explodir, os macacos não podem fazer nada por isso.
Alguns os macacos tocam para uma multidão vendida de outros macacos, os macacos fazem troféus, então eles os dão uns aos outros, como se isso significasse algo.
Alguns dos macacos sabem de tudo, alguns dos macacos lêem Nietzsche, os macacos discutem o seu ponto de vista sobre Nietzsche, sem dar consideração ao fato de que Nietzsche era só outro macaco.
Os macacos fazem projetos, os macacos se apaixonam, os macacos fazem sexo e então fazem mais macacos. Os macacos fazem música e então os macacos dançam..
DANCEM MACACOS, DANCEM!
Os macacos fazem muito barulho, os macacos têm tanto potencial, se ao menos se conhecessem...
Os macacos raspam os pêlos de seus corpos numa ostensiva negação de sua verdadeira natureza... De macaco!
Os macacos constroem gigantes colméias de macacos que eles chamam de cidades, os macacos desenham um monte de linhas imaginárias na Terra, os macacos estão ficando sem petróleo que movimenta a sua precária civilização.
Os macacos estão poluindo e saqueando o nosso planeta como se não houvesse o amanhã.
Os macacos gostam de fingir que está tudo bem, alguns dos macacos acreditam que o universo inteiro foi feito para o seu próprio benefício, como você pode ver, esses macacos são mesmo confusos.
Esses macacos são ao menos tempo as mais feias e as mais belas criaturas do planeta. E os macacos não querem mais ser macacos, eles querem ser qualquer outra coisa, mas NÃO SÃO!"

(Texto furtado de um dvd apresentado numa aula de geografia do 3º bimestre, ano passado)
Back to Top